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Cb Richard Ellis divulga crescimento das Rendas de Escritórios na Europa, pela 1ª vez em 18 meses

O primeiro trimestre de 2010 marca o ponto de viragem nas rendas de escritórios.
O crescimento de 10% na City de Londres e uma redução de incentivos a ocupantes são algumas das mudanças esperadas em 2010, à medida que os mercados se fortalecem

Segundo o mais recente estudo realizado pela CB Richard Ellis (CBRE), são evidentes os sinais de mudança no sector do mercado de escritórios na Europa durante o primeiro trimestre de 2010 (T1). O índice de rendas CBRE UE-27 no mercado de escritórios registou um aumento de 1,0% no primeiro trimestre, após 18 meses em queda. Este resultado deve-se em grande parte às variações de Londres e Paris, onde tiveram lugar os primeiros sinais da actividade de expansão. É esperado ainda este ano um aumento generalizado de rendas impulsionado pelo fortalecimento de outros mercados na Europa.

Richard Holberton, Director do Departamento de Research da região EMEA da CBRE, afirmou: “O forte abrandamento da actividade de arrendamento de escritórios que caracterizou 2009 parece estar, finalmente, a atenuar-se na Europa. Contudo, a maioria dos mercados continua impulsionado por um elevado número de transacções de pequena e média dimensão. Londres foi o mercado que mais se destacou, com o aumento no número de transacções entre os mercados europeus de escritórios nos últimos seis meses. A zona financeira da City de Londres assinalou um crescimento de 10% nas rendas, durante este trimestre e é evidente uma alteração no mercado geral, dado que os proprietários da zona central de Londres oferecem agora menos incentivos aos potenciais ocupantes.”

A disponibilidade de escritórios continua a aumentar na Europa, no entanto a taxa de aumento regista algum abrandamento. São esperados aumentos da disponibilidade de escritórios a nível global, à medida que a suspensão da conclusão de projectos, iniciados antes da recessão, chegue ao fim. Não obstante, os níveis de disponibilidade nos mercados-chave podem estar perto do seu ponto mais alto ou a preparar o seu declínio, no entanto, espera-se que a procura estabilize ou sofra uma ligeira melhoria este ano, a par da redução do nível de projectos concluídos em 2010 e 2011. Contudo, este panorama pode alterar-se com a estabilização de mais mercados.

Cris Tollast, Director do Departamento de Tenant Representation da região EMEA da CBRE, afirmou: “À medida que as rendas forem niveladas e as condições de mercado fortalecidas em mais mercados europeus, os ocupantes terão dificuldades acrescidas em assegurar as condições de arrendamento feitas pelos proprietários. O leque de escolha dos principais ocupantes à procura de maiores áreas de implantação está cada vez mais limitada, uma vez que a quantidade de espaços a ser entregue em 2010 e 2011 é menor, mas a oferta para os ocupantes poderá aumentar a partir de 2012. Tendo em consideração a relutância dos proprietários em reduzir as rendas globais, compreendemos que ainda estão a ser oferecidos em muitos mercados pacotes de incentivos substanciais aos inquilinos.”

A procura não é suficientemente forte para desencadear o início do próximo ciclo de promoção na Europa, no entanto a escala de novos projectos de maior duração mantém-se dinâmica e muitos dos que foram desactivados podem facilmente recomeçar. Existem já exemplos de recuperação de projectos em mercados de destaque e há potencial para uma reavaliação mais generalizada dos projectos de promoção imobiliária no final do ano, com a recuperação de mais mercados. A racionalização e a consolidação empresarial continuam, no entanto, a impulsionar a maioria dos mercados europeus e o aumento do dinamismo económico poderá suscitar igualmente um aumento da procura.

Matt Pullen, Director do Departamento de Global Corporate Services da região EMEA da CBRE, afirmou: “Há diferenças consideráveis no grau de escolha dos ocupantes de escritórios na Europa. Estes variam bastante tanto a nível de preferências de localização como de preço. O desafio a enfrentar pelos ocupantes é a concentração no espaço disponível. Face à mudança de instalações levada a cabo por muitas empresas quando as rendas estavam em queda, as alternativas de escritórios de menor qualidade mantém-se, enquanto grandes áreas de escritórios de qualidade em zonas centrais de negócios (CBD - central business districts) são agora cada vez mais escassos. Contudo, algumas empresas conseguirão responder à sua necessidade de expansão utilizando os edifícios existentes de uma forma mais intensiva.”

Publicado: 19 07 2010